quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Contando histórias
Grande foi a minha surpresa ao receber um release da Câmara de Vereadores de Porto Alegre nesta segunda-feira informando que o lambe-lambe foi aposentado pela prefeitura. O vereador Sebastião Melo, quando ocupou a prefeitura, enviou um projeto para a câmara, que o aprovou.
Não fiquei sabendo se a minha matéria teve alguma contribuição nisso. Se teve, fico muito feliz, pois foi pensando nisso que resolvi fazer jornalismo. É dessa forma que quero mexer com a vida das pessoas. Não quero entristecer a população mais ainda com notícias ruins. Se não teve, também fico feliz, pois é a comprovação de que não fui só eu que vi na história do lambe-lambe algo que merece reconhecimento.
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sábado, 15 de agosto de 2009
Assuntos demais
Está praticamente impossível escrever um artigo sobre política, especialmente de duas semanas para cá. Tentei, mas não consegui. Começo na Yeda, termino no Sarney. Debocho do ataque do Collor, escrevo sobre o dedo sujo do Renan e me pergunto sobre os jatinhos do Tasso.
O cenário político brasileiro está uma verdadeira suruba de crises, acusações, denúncias, podridões... Ou seja, impossível escrever sobre um só assunto. Para matar todos os coelhos com uma cajadada só, digo que é triste. Decepcionante, talvez...
Para completar o suruba de assuntos “palpitantes” do momento, agora a Globo e a Record se atracaram de vez. É a briga dos “sem razão”. A Record, pela vergonha de desviar dinheiro dos pobres fiéis para financiar a TV e a Globo pela história “melindrosa” conhecida, desde o namoro com a ditadura até o ódio a Brizola.
Enfim, nossa vida anda muito movimentada nessas últimas semanas. Nessas horas que me pergunto: cadê a Martha pra mandar a galera “relaxar e gozar”?
Na falta dela, um recadinho para todos os citados acima.
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sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Cinema não é pra qualquer um
Pare e pense duas vezes antes de criticar um roteirista de cinema após sair da sala de projeção. Se o filme não agradou, paciência. Digo isso porque agora, às vésperas de mais um Festival de Cinema de Gramado, lembrei de comentar a minha primeira – e única – aventura nessa área.
Na faculdade de jornalismo existe uma cadeira dedicada à sétima arte. Depois dos estudos comuns da história e formas do cinema, minha professora exigiu da turma a produção de um curta de ficção. Como tenho por hobby escrever, propus-me a ser o roteirista. Pensava eu se tratar de uma tarefa fácil, afinal, seria só contar uma história de forma simples.
Não foi. No papel, a história do curta Dois Tons (procure no youtube) ficou muito bonita e entendível. Depois de dias de gravação, mais dias na edição e mais algumas horas na finalização, o resultado foi, digamos, amador. Aquele roteiro “perfeito” se transformou em uma história sobrenatural sobre a relação entre um pai, dono de um boteco, e o seu filho.
Fazer cinema, afirmo, não é para qualquer um. Dessa experiência aprendi algumas lições: 1) Não criticar filmes apenas pelo prazer de criticar; 2) Não julgar fácil o trabalho dos outros; 3) Não se meter a fazer tarefas para as quais não se está habilitado; 4) Trabalhar em equipe é realmente muito difícil; 5) Nunca beba durante as filmagens.