sábado, 30 de maio de 2009

Obama, Obama
Me chama que eu vou
Sou tua mulher robô
Teleguiada pela paixonite...

Que não tem cura
Que não tem culpa
Pela volúpia
Volúpia!...

Obama, Obama
Teu desejo é uma ordem
Te satisfazer
É o meu prazer...

Que não tem jeito
O meu defeito
É não saber parar
Volúpia!...

Adeus sarjeta
Obama me salvou
Não quero gorjeta
Faço tudo por amor
Ah! Ah! Ah!
Adeus sarjeta
Obama me salvou
Não quero gorjeta
Faço tudo por
Faço tudo
Faço tudo por amor...

Ouvi no show de sexta, 29 de maio de 2009, em Porto Alegre.
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domingo, 24 de maio de 2009

Desculpe Yeda, mas eu errei


Definitivamente não sou a Mãe Dináh, nem o Walter Mercado! Logo que a tucana Yeda Crusius Credo foi eleita governadora do Rio Grande do Sul, publiquei um artigo muito otimista sobre o novo momento. Estava cheio de boas expectativas com a fala firme daquela que foi a primeira mulher a assumir o Estado mais machista do Brasil.

Hoje, faltando um ano e meio para o fim do martírio do mandato de Yeda, percebo que estava errado. Ou não. Num momento de euforia com uma grande novidade, é normal ter boas expectativas e eu tive. Não tenho culpa se costuraram o nome dela na boca do sapo...

Não quero aqui justificar a burrice o erro, mas o que fiz é parecido com o que fizeram todas as emissoras de televisão no final de 2002, quando o Lula foi eleito. Lembram das musiquetas de Globo, SBT, Band e Record falando sobre um novo tempo, futuro melhor e coisas do tipo? Hoje, essas mesmas TVs nem piscam antes de criticar o Governo Federal nos casos de suspeitas de corrupção.

Yeda falhou e eu estou decepcionado. Felizmente uma nova eleição está chegando e, dessa vez, prometo não criar expectativas sobre o(a) novo(a) governador(a) eleito(a) no Estado. Demorou 22 anos, mas eu finalmente aprendi a não me entusiasmar com discursos políticos.

Acordei.
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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Doença animaaaaal

As vacas ficaram loucas. Os frangos se griparam. Os cães tiveram raiva. Os mosquitos passaram a ser dengosos e febris. E agora, para fechar o ciclo de epidemias na fauna, os porcos também se resfriaram. A gripe suína é o assunto do momento.

Em pouco mais de uma semana, a doença virou pauta de qualquer conversa de botequim. Com o apoio exacerbado da televisão, o mundo inteiro passou a temer um inimigo mortal em pouquíssimo tempo. Tudo começou porque o governo Mexicano divulgou um número exagerado de mortes em razão da doença. O erro foi corrigido, mas depois do estrago já feito.

A situação parece cena de filme: mesmo nas atitudes mais comuns do dia-a-dia, as pessoas usam máscaras. Ao que parece, a gripe continua se espalhando, já que agora é transmissível de pessoa para pessoa, e “é inevitável que chegue ao Brasil”, segundo o próprio Ministério da Saúde.

Lugares com grandes aglomerações oferecem maior risco de transmissão. Se o estado de pavor da população mundial continuar crescendo da maneira como está agora, as máscaras passarão a fazer parte da nossa vida. Breve, vamos assistir aos jogadores de futebol disputando uma partida com o acessório; o Silvio Santos vai aparecer mascarado no meio da platéia; as passeatas diárias serão mais silenciosas, já que a máscara vai dificultar a propagação dos gritos.

A gripe suína está assustando o mundo inteiro. A nossa vida está começando a mudar e, no caso de sobrevivermos, quem sabe fique até melhor.
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coisas do baú