Dia 22 de abril o Brasil estava de aniversário. Foram completos 509 do chamado “descobrimento do Brasil” por Pedro Álvares Cabral. Felizmente, da mesma forma que esquecemos do aniversário da nossa avó, esquecemos de comemorar o aniversário do nosso País.
Para mim, um esquecimento mais que justificável. Ou você comemoraria o aniversário de um assalto à sua casa, quando roubaram todas as tuas “riquezas”? Mesmo que essas riquezas fossem apenas “uma cama de taquara e um pinico de pneu”, como diz a música? Eu não! E por esse motivo, não comemoro o dia em que Cabral atracou aqui.
O Brasil poderia ter sido colonizado pela Inglaterra, pela Holanda ou pela França. Seríamos ricos, livres ou chiques, pela ordem. Mas não, fomos descobertos pelos portugueses! Há alguma alegria nisso?
Fico feliz ao ver que a maioria das pessoas nem sabiam o que era comemorado no dia 22 de abril. Acho que, conforme vamos ficando velhos e sabidos, entendemos que há 509 anos entramos numa grande furada.
O dia do descobrimento do Brasil só interessa às professoras de história da quinta série.
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quinta-feira, 23 de abril de 2009
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Temas de monografias II
JORNALISTA NO CINEMAMeu segundo comentário é sobre o tema da minha colega Melissa Louçan. Ela vai pesquisar a imagem do jornalista no cinema.
Quem trabalha em rádio, jornal ou televisão sabe que o exercício diário da profissão não é bem aquele estereótipo que a maioria das pessoas têm: o jornalista é um cara bonitão, de óculos, com colete cheio de bolsos e que passa semanas visitando fontes e colhendo informações para uma grande reportagem.
Infelizmente a realidade é cruel e, talvez por isso, o jornalismo brasileiro seja tão ruim. A necessidade de ter quantidade ao invés de qualidade explica tudo.
Um repórter de um grande jornal é obrigado a produzir uma ou até duas pautas diárias. O envolvimento só com uma reportagem só ocorre em ocasiões muito especiais.
O cinema retrata exatamente aquela imagem que a maior parte das pessoas têm da figura do jornalista: o bonitão de uma pauta só. Como sabemos bem, o cinema é ficção e, como tal, faz bem em alimentar em jovens o sonho de executar uma profissão aparentemente “interessante”. Mas, já disse e repito, a realidade é muito mais cruel.
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terça-feira, 21 de abril de 2009
Temas de monografias
A partir de hoje vou fazer alguns comentários sobre os temas de monografias escolhidos por alguns conhecidos. Já que estou em período de conclusão de curso, e defendo a minha pesquisa “O uso da radiodifusão comunitária como instrumento de difusão político-ideológica” em julho, começo aqui, a exercitar meu pensamento crítico. As vítimas são os colegas e amigos.

O primeiro tema é do meu colega Gabriel Munhoz. Ele vai pesquisar a renovação do rádio através dos programas jovens.
O rádio e a internet são filhos da guerra, como sabemos. Foi durante as grandes guerras mundiais que os exércitos, sobretudo o norte-americano, desenvolveram a maior parte das tecnologias usadas hoje. Em resumo, o rádio surgiu na primeira guerra e o a internet nasceu da segunda.
Em seu início, o rádio comercial era totalmente erudito, destinado apenas as classes mais altas que tinha condições de comprar um aparelho receptor. Com o passar dos anos o veículo foi se popularizando até chegar ao estágio “de massa”. Mas os anos continuaram a passar e o rádio foi envelhecendo junto com o seu público. Atualmente, o rádio (principalmente o AM) é considerado um veículo “de velhos”. Nos anos 80 surgiram as rádios FM. Com a qualidade de som superior, seriam inicialmente voltadas para programação musical jovem. Assim foi, mas o público continuou envelhecendo.
Hoje em dia, com os MP3, 4, 5, 6 etc da vida, ficou difícil para o rádio concorrer pela audiência dos jovens. Foi aí que se apostou em algo diferente: programas não-musicais, de comentários, mas bem humorados. A Jovem Pan lançou o Pânico, hoje sucesso na TV, que foi copiado por muitas outras emissoras. No Rio Grande do Sul, o programa Y, da Atlântida, e o Cafezinho, da PopRock, são exemplos.
O caso é que deu certo e, com isso, muitas outras rádios estão indo na mesma onda. É cada vez maior o número de programas com esse formato e que são uma alternativa à mesmice de sempre: não são musicais, nem jornalísticos e, talvez por isso, agradem muito.
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segunda-feira, 20 de abril de 2009
Deu pra ti
O dialeto falado pelos gaúchos, que muitas vezes lembra o português, é cheio de expressões curiosas. Eu gosto de muitas delas e, a maioria, estão nas letras das músicas da dupla Kleiton e Kledir. O “capaz” que não indica capacidade, e sim várias outras coisas (negação, surpresa…) dá nome a uma canção. Mas para mim, a expressão mais interessante está no título desse post: Deu pra ti.
Fale alto e perceba a bela sonoridade… Deu pra ti! Além disso, veja como o “deu pra ti” é útil: Aquele colega chato não para de te cutucar? Ah, deu pra ti! Tu tens 22 anos e aquela tia gorda insiste em te pegar das bochechas? Definitivamente, deu pra ti! O atacante do teu time não está com nada? Deu pra ti! A relação com a namorada ou o namorado não vai bem? Deu pra ti!
Apensar de tantas possibilidades de uso, só mesmo K&K souberam usar a expressão no lugar certo: Deu pra ti, baixo astral.
Finalmente ‘cantarola-ei’ essa música com um pingo de realidade: paralelo 30, Bonfim, Beira-Rio, Falcão, Redenção, Bar João, Bela dona, Garopaba… enfim, deu pra ti, baixo astral!
Fale alto e perceba a bela sonoridade… Deu pra ti! Além disso, veja como o “deu pra ti” é útil: Aquele colega chato não para de te cutucar? Ah, deu pra ti! Tu tens 22 anos e aquela tia gorda insiste em te pegar das bochechas? Definitivamente, deu pra ti! O atacante do teu time não está com nada? Deu pra ti! A relação com a namorada ou o namorado não vai bem? Deu pra ti!
Apensar de tantas possibilidades de uso, só mesmo K&K souberam usar a expressão no lugar certo: Deu pra ti, baixo astral.
Finalmente ‘cantarola-ei’ essa música com um pingo de realidade: paralelo 30, Bonfim, Beira-Rio, Falcão, Redenção, Bar João, Bela dona, Garopaba… enfim, deu pra ti, baixo astral!

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