As vacas ficaram loucas. Os frangos se griparam. Os cães tiveram raiva. Os mosquitos passaram a ser dengosos e febris. E agora, para fechar o ciclo de epidemias na fauna, os porcos também se resfriaram. A gripe suína é o assunto do momento.
Em pouco mais de uma semana, a doença virou pauta de qualquer conversa de botequim. Com o apoio exacerbado da televisão, o mundo inteiro passou a temer um inimigo mortal em pouquíssimo tempo. Tudo começou porque o governo Mexicano divulgou um número exagerado de mortes em razão da doença. O erro foi corrigido, mas depois do estrago já feito.
A situação parece cena de filme: mesmo nas atitudes mais comuns do dia-a-dia, as pessoas usam máscaras. Ao que parece, a gripe continua se espalhando, já que agora é transmissível de pessoa para pessoa, e “é inevitável que chegue ao Brasil”, segundo o próprio Ministério da Saúde.
Lugares com grandes aglomerações oferecem maior risco de transmissão. Se o estado de pavor da população mundial continuar crescendo da maneira como está agora, as máscaras passarão a fazer parte da nossa vida. Breve, vamos assistir aos jogadores de futebol disputando uma partida com o acessório; o Silvio Santos vai aparecer mascarado no meio da platéia; as passeatas diárias serão mais silenciosas, já que a máscara vai dificultar a propagação dos gritos.
A gripe suína está assustando o mundo inteiro. A nossa vida está começando a mudar e, no caso de sobrevivermos, quem sabe fique até melhor.
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segunda-feira, 4 de maio de 2009
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1 comentário(s):
O pior é que, como se fosse filme, essas coisas só acontecem na TV. A gente fica na expectativa, na expectativa... e nada do porco.
Um trocadilho barato: pena que a doença veio do México, e não dos Estados Unidos. Aí seria a "Gripe dos Porcos Capitalistas".
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