O candidato sincero!--
Vote com o estômago!--
Que caco!--
Hã?
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É impossível conter a vergonha de ser brasileiro ao ver a desastrosa participação dos nossos representantes na Olimpíada deste ano. Possível seria, caso não tivessem feito desse evento esportivo um espetáculo nacionalista de proporções superiores a de uma eleição.
Os atletas que representam o Brasil em Pequim e que colecionam derrotas a cada dia, ao contrário do que se possa pensar de imediato, não são os culpados. Todos estão cumprindo o papel a eles imposto: vestir a camisa verde-e-amarela e competir. Não ficaríamos tão abalados com as sucessivas derrotas se o circo não tivesse sido armado muito antes. Não, não os atletas, mas as grandes emissoras de televisão são as culpadas pelo nosso sentimento de mediocridade!
Todos devem lembrar que mesmo um ano antes das competições, grandes emissoras já faziam contagens regressivas e, certamente, bem antes disso já haviam comercializado todas as cotas de patrocínio para a transmissão dos jogos. Para vender, o espetáculo tem que ser “espetacular”. O locutor que transmite qualquer competição fala dela como se fosse a coisa mais importante do mundo. Parece que a nossa vida pode mudar em conseqüência do resultado daquele jogo. É muita emoção! “Haja coração” e haja sensibilidade para perceber que estamos sendo enganados!
Mas, enquanto os telejornais só falam em medalhas e menos medalhas, naquele grande (em proporções) País de terceiro mundo os problemas continuam como em qualquer outra época do ano. Os casos de violência e corrupção acontecem, embora não deixem parecer.
O brasileiro é refém da mídia, principalmente da televisão. E, se a televisão diz que só há Olimpíadas e não há problemas, não se pode duvidar... Certo? Claro que não. O Brasil continuará o mesmo, com ou sem ouros, abaixo ou acima de Ruanda no quadro de medalhas. E depois que a Olimpíada acabar, as emissoras de TV, com os cofres abarrotados, continuarão mostrando nosso mundo cão de cada dia.
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Há muito tempo aguardava esse momento. Não que estivesse ansioso pela morte do prefeito de Alegrete, José Rubens Pillar, mas esperava para ver as repercussões do fato. Pillar morreu. Um ex-padre, conservador ao extremo, formado nas bases da ditadura militar, filiado à ARENA, depois PPB e hoje PP.
Observei nos discursos pós-morte exatamente o que imaginava. Hipocrisia, falsidade... Explico: o prefeito não era amado por muita gente, embora todos reconhecessem a inteligência e esperteza do político. Mesmo assim, muitos dos adversários (ou inimigos?) políticos aproveitaram o fato para enaltecer o falecido.
Não é novidade. Já assistimos acontecimentos semelhantes. Quando Antônio Carlos Magalhães morreu, foi a mesma coisa. Só lembranças boas. ACM morreu e virou um santo! O mesmo ocorreu com Pillar.
Muitos leitores deste Blog podem não saber quem foi o Pillar, mesmo assim acho válido falar sobre o assunto, já que, como diz o ditado, a música muda, mas o gaiteiro é o mesmo. Ou seja, situações similares devem ocorrem em todo o mundo.
Particularmente fui um desafeto de nível médio do prefeito Pillar. Mesmo com ele morto, continuo pensando as mesmas coisas do ex-padre: reacionário, rude, retrógrado, prepotente. Morreu, e que venha o próximo..
Não digo
Não aceito
Não contesto
Não procuro
Não acho
Não atesto
Não ganho
Não dou
Não empresto
Não invento
Não uso
Não testo
Não faço
Não aconteço
Não manifesto.