sexta-feira, 23 de maio de 2008

Humor involuntário

Prepare-se para rir muito em breve. Vai começar o melhor programa de humor involuntário da história da televisão brasileira! A atração será apresentada em todas as emissoras ao mesmo tempo. O elenco terá figuras que ninguém sabe de onde saíram, mas sabemos muito bem para onde pretendem ir.

Falo da Propaganda Eleitoral Gratuita para os candidatos a vereadores. O programa já revelou figuras de renome nacional como Paulinho Vesgo, o ex-vereador de Bagé, que trazia entre as suas propostas de ação a criação da Casa do Guri Gay, e Cururú, o ex-vereador de Pelotas que se elegeu dizendo que precisava do salário do Legislativo porque não tinha nem sabonete em casa.

Vamos ficar atentos para os novos astros do horário eleitoral e, na hora de votar, simplesmente relaxa e goza.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Um bom lugar

Quem mora em cidades de interior tem uma reclamação em comum: a falta de lugares interessantes para ir nos finais de semana. É um problema que afeta nove entre dez cidades do interior gaúcho, por exemplo. Particularmente sou chegado em barzinhos ao estilo Lima e Silva, aqueles que o nome sempre termina em apóstrofo e S (como Zeca`s Bar), mas sou mais um daqueles que critica a falta desses lugares nas cidades onde morei.

Meus problemas acabaram há algum tempo. Descobri em Bagé um típico “buteco” (com U mesmo), agradável, com estilo, boa música e boa comida. O lugar em questão chama-se Arebordossa. À primeira vista o nome parece estranho, mas basta conhecer a origem para desmistifica-lo. É uma tentativa de homenagem à personagem Rê Bordosa do cartunista Angeli. Mas na hora do registro não foi possível usar o mesmo nome da paródia de Rita Lee. Colocou-se um A na frente e dois S`s. Mas o nome é apenas mais um elemento interessante do lugar.

O Arebordossa é um recanto comunista em uma cidade enraizada no coronelismo do ex-presidente Médice, nascido por essas bandas. O ambiente é o mais tradicional possível: tem aquelas luzes em cima de cada mesa que descem até a altura da cabeça, exibe tirinhas da Rê e um quadro do livro Êxodos de Sebastião Salgado nas paredes, além daquele clima de “estou em casa” pairando no ar.

Outra particularidade é a forma diferente de aplaudir os cantores de voz e violão que se apresentam todos os dias. Como o Bar fica embaixo de um apartamento ocupado por uma senhora de idade (que ninguém me convence que não é a mesma do filme Duplex), os clientes são orientados a aplaudir com estalos de dedos. Aliás, os freqüentadores assíduos do Arebordossa merecem ser comentados. Penso que são os mesmos que participariam de uma “Marcha dos Excluídos”: publicitários, jornalistas, hippies, emos, intelectuais, gays, solteiros, casados, viúvos...

O meu problema em “encontrar um lugar legal pra eu dançar, com gente legal, som legal e cerveja” (a lá Júpiter Maçã) foi resolvido. Confesso que foi por acaso e tardio.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Acredito em simpatias, feitiços e afins

O ceticismo é uma droga! Cheguei a essa “brilhante” conclusão pessoal quando lia uma reportagem sobre a desmistificação de crenças populares tão antigas quanto a capacidade de desacreditá-las. O escrito dizia que simpatias para cura de doenças e outros males não têm comprovação científica. Então pergunto: é mais importante a comprovação de uma pessoa devidamente instruída para tal ou de alguém que fez uso delas para curar algum mal?

Pessoalmente, posso comprovar apenas duas simpatias: quando era criança e morava em um remoto lugar no interior, as verrugas brotavam periodicamente em minhas mãos. Sempre que isso acontecia, minha avó levava-me até a chácara do Seu João Acácio. O velho negro sentava-se à minha frente, com uma ferramenta segurava algumas brasas ardentes, falava baixinho e soltava-as em um copo com água. Em poucos dias as verrugas sumiam.

Alguns anos depois sofria com pesadelos em que ladrões invadiam minha casa e roubavam todos os meus brinquedos. Alguém disse para minha mãe que pusesse um copo com água embaixo da minha cama toda a noite. Feito isso, os pesadelos também sumiram.

Livre das verrugas e dos pesadelos sem ajuda de produtos químicos nem médicos, nego-me a não crer na sabedoria popular. Até porque esses mesmos cientistas que tentam desacreditá-la devem tomar um chá de marcela quando o estomago não se comporta bem, mesmo sabendo que, cientificamente, chás não têm propriedades curadoras.

Continuarei tomando chás, recorrendo ao copo com água embaixo da cama sempre que tiver pesadelos e cumprimentando de forma trocada o pé de aroeira. Só não serei bento novamente pelo velho João Acácio, primeiro porque não me saem mais verrugas e segundo, porque ele já não benze mais nesse mundo.

domingo, 11 de maio de 2008

Buscando socorro...

Na falta de inspiração para escrever, recorro ao mais brilhante poeta de todos os tempos: Mário Quintana.

DO AMOROSO ESQUECIMENTO

Eu, agora - que desfecho!

Já nem penso mais em ti...

Mas será que nunca deixo

De lembrar que te esqueci?

coisas do baú