Era mais uma quinta-feira como outra até o início da tarde. Bagé, distante alguns quilômetros da fronteira com o Uruguai, teve o céu encoberto por uma forte névoa e um cheiro de queimado.
Hoje fiquei sabendo que essa fumaça – presente também em boa parte da metade sul do Estado - é resultado de queimadas na Argentina. Provavelmente oriunda dos mesmos incêndios que cobriram Buenos Aires de fumaça há alguns dias, causando problemas de saúde e fechamento de aeroportos.
Atear fogo é o método mais fácil e barato de limpar os campos. Usando esse método rudimentar e imbecil, fazendeiros pretendem eliminar ervas daninhas e ver pasto novo brotar do chão. Só que essa atitude traz inúmeras conseqüências: ajuda o aquecimento global; tem impacto negativo na biodiversidade da região; com a ajuda do vento, pode causar incêndios de grandes proporções; o fogo emite cerca de 70 gases, sendo que muitos desses são tóxicos ou têm ação cancerígena como o dióxido de enxofre, óxidos de nitrogênio, monóxido de carbono e aldeídos.
A lista de problemas continua, mesmo assim muita gente insiste em agredir cruelmente o meio ambiente em favor da economia. Não acredito que seja necessário conscientizar essas pessoas, pois a grande maioria é bem instruída e sabe muito bem os prejuízos que causa. É preciso, sim, punir esses infratores!
Santana do Livramento (E): a foto de Zero Hora mostra a forte névoa sobre a cidade, mas não se compara a situação de Buenos Aires (D).
Eu acredito em Roberto Carlos. Apesar das frescuras, o rei é sempre rei. Creio que todas as pessoas tiveram – ou terão – um momento da vida embalado por uma canção dele. Seja quando criança, ouvindo “É tão lindo” com o Balão Mágico, ou no primeiro amor, com “Como é grande o meu amor por você”.
Dia 19 ele está de aniversário. Parabéns ao Rei!
Aproveitando a oportunidade, visitei o site oficial do cantor e me chamou a atenção uma sessão chamada “Sim ou Não”, onde ele esclarece boatos sobre sua vida pessoal. Selecionei algumas:
Muitas pessoas andam te adidionando no Orkut.Você participa deste portal?
Resposta: Não. Algumas pessoas estão usando meu nome e se fazendo passar por mim mas não participo nem faço parte do Orkut. O único lugar na internet que você pode me encontrar é no nosso site.
Foi noticiado na imprensa que no livro "Tarso de Castro, o Criador do Pasquim" escrito por Tom Cardoso, a origem da música "Detalhes" seria uma disputa entre você e o jornalista pela mesma mulher. Isso é verdade?
Resposta: Não, de forma alguma. O Tarso é muito brincalhão e provavelmente esta brincadeira dele foi levada a sério. Esta história eu não conheço.
Roberto Carlos acorda mal humorado?
Resposta: Não. De modo geral acordo sempre bem humorado.
As perguntas e as respostas – a maioria negativas – seguem. Veja aqui.
No que diz respeito à música, uma das principais lendas modernas nasceu graças à internet. Certo dia alguém resolveu disponibilizar para download as músicas Vampiro Doidão e Um Lugar do Caralho. Talvez por ser muito fã, deu a autoria das duas músicas à Raul Seixas, o Maluco Beleza.
Desde então muita gente conhece o trabalho do ex-TNT e ex-Cascavelletes Flávio Basso dessa forma equivocada. Flávio “Júpiter Maçã” Basso é o autor e é o dono da voz em Um Lugar do Caralho.
Mas é entre Raulzito e Vampiro Doidão a maior confusão. Até hoje muita gente ainda pensa que o Maluco Beleza é o compositor da “obra”: “Puta que pariu meu gato pôs um ovo/Mas gato não põe ovo/Puta que pariu de novo”.
Registros na internet dão conta de que Raul sequer gravou Vampiro Doidão e a autoria é dada como de “domínio público” ou ao grupo “Os impossíveis”.
Verdade absoluta pouca na internet é bobagem!
Chega de chororô! Quem estava com saudades do brilho dos óculos de Boris Casoy na bancada de telejornal pode fica tranqüilo. Na próxima segunda-feira ele está de volta, agora na Band, no comando do Jornal da Noite.
Casos na vida de Boris:
1942: adquiriu poliomielite ao completar um ano de vida, junto com sua irmã gêmea. Na época não existia vacina. A doença deixou seqüelas físicas, mas a marca maior foi a psicológica, gerada pela discriminação na infância. Até os nove anos, Casoy praticamente não podia andar. Com essa idade ele foi operado nos EUA, e recuperou os movimentos. "Como não podia andar, era um grande ouvinte de rádio, admirava aquele milagre da transmissão da voz".
1961: Começa na TV Tupi
A revista O Cruzeiro acusa-o de ter participado do grupo CCC (Comando de Caça aos Comunistas), orgão da ditadura militar, que procurava exterminar todo e qualquer militante de esquerda na década de 60 e 70. Boris nega esta acusação até hoje, e afirma, não haver provas que comprovem sua participação no CCC.
2005: Boris é demitido da Rede Record e acusa Lula e o PT: 
“(...) Esse governo pressionou a Record. Foram várias pressões e a final foi do Zé Dirceu (...) Houve o telefonema do Zé Dirceu. A diretoria me pôs a par: “Ele disse que vai prejudicar a Record e você pessoalmente se não parar”. Essa foi a última… vinha uma série. (...)”.
Os loucos que se aventuram no “incrível mundo do jornalismo” sabem que não é mais possível chamar de MERCADO de trabalho a relação existente entre nós e os empregadores. A vulgarização é tamanha que já se transformou em um FEIRÃO de trabalho! Acha-se um jornalista em cada esquina se oferecendo a preço de banana para empregadores famintos por mão-de-obra barata e multifuncional!
A classe no Rio Grande do Sul chegou a ter um momento de esperança com a chegada de uma nova empresa de comunicação com capital forte para investir, mas não durou muito. A Rede Record chegou “a la China”, surrupiando profissionais famosos de outras emissoras para mostrar poder, mas querendo trabalhadores a salários ínfimos.
Um fato que demonstra como é instável a relação dessa empresa com as Leis Trabalhistas é o caso do jornalista Flávio Alcaraz Gomes e a Rádio Guaíba, adquirida pelo grupo no “pacote”. Flávio matinha um programa na emissora, mas sem contrato de trabalho. Recebia conforme cotas de patrocínio do espaço, como é comum em inúmeras emissoras de rádio Brasil afora. Ao ser dispensado, Alcaraz entrou com processo alegando vínculo empregatício e ganhou em primeira instância. Leia aqui.
Se até um jornalista como Flávio Alcaraz precisou comprar espaço em uma emissora de rádio de 1988 a 2007 para obter o reconhecimento que tem, que esperanças temos nós, focas em desenvolvimento? Penso que para não termos um futuro assim (não só para nós, mas para o jornalismo como um todo) é preciso endurecer, “pero sin perder la ternura jamas”. É necessário que os profissionais digam não à exploração, aos salários de fome e ao trabalho incompatível com a lei e a ética. Só assim será possível organizar o FEIRÃO e tentar promovê-lo a MERCADO.
"A música rock veio mudar as tradicionais músicas dos homens de negócios para uma música mais livre e sem preconceitos. A música rock reflete um comportamento erótico, para alguns destrutivo, mas na minha opinião é apenas um meio de desabar as estruturas. A música americana popular até mais ou menos 1960 estava prêsa aos empresários, homens de negócios que comandavam toda a publicidade da TV, que mandavam e desmandavam nos artistas, e isso não dava liberdade artística para os compositores. A música rock trouxe uma nova concepção de som e música."Redação escolar de Cazuza escrita em 1971, então com 13 anos.Hoje Agenor de Miranda Araújo Neto completaria 50 anos.
Em dezembro do ano passado o jornal Folha de São Paulo publicou reportagem sob o título “Universal chega aos 30 anos com império empresarial”, relatando tudo o que possui a Igreja Universal do Reino de Deus, incluindo emissoras de rádio, televisão e jornais. A autora, a jornalista Elvira Lobato, também supõe ligações da Igreja com lavagem de dinheiro.
Ofendidos, cinqüenta e cinco fiéis processaram o jornal e a jornalista pedindo indenização por danos morais. Segundo o site Consultor Jurídico, a maioria dos processos tem parágrafos idênticos e citações trechos da Bíblia. Não foram atitudes isoladas!
Até o momento foram julgados 22 processos, todos favoráveis à Folha e à jornalista. É o que, juridicamente, chamam de padronização da sentença. Sendo assim, é fácil supor que a vitória será por unanimidade.
Basta passar em frente a qualquer Igreja – católica, protestante ou alternativa – para ver pessoas simples sendo praticamente extorquidas: “O que você der à Igreja, Deus lhe dará em dobro”. É uma palhaçada! A Universal, por exemplo, não tem moral nenhuma para processar quem quer que seja por “danos morais”, já que o líder máximo (Bispo Edir Macedo) aparece em um vídeo ensinando pastores a tomar dinheiros dos fiéis. Afinal, de que moral estamos falando!?