quinta-feira, 27 de março de 2008

Estilo padrão?

Um crítico do qual não lembro o nome disse que existem dois caminhos para ser uma cantora de sucesso no Brasil: o primeiro deles é turbinar os peitos, exibir decotes e coxas e cantar músicas alegres aos gritos de “levanta a mão galera!”. Ou então vestir calça comprida, compor casos de amor mal resolvidos e cantar com voz de tenor. Mas será possível fugir dessa fórmula e fazer sucesso?

É possível sim! A prova disso é a mineira Fernanda Takai, vocalista do Patu Fu. A voz meiga, quase juvenil, faz qualquer canção ficar suave aos ouvidos. Isso pode ser observado com absoluta clareza na música “Nada pra mim”. Na voz da Ana Carolina essa música torna-se irritante, mas Fernanda Takai, super bem apoiada pela banda do Pato Fu, deu a ela uma nova a cara.

O estilo também está fora dos padrões. Fernanda Takai veste-se com um certo ar de rebeldia-brega, mas no palco parece uma adolescente desajeitada que não sabe dançar. Está totalmente fora do “normal” para as intérpretes brasileiras.

Fernanda é a mulher que dá feminilidade ao samba (em Tiro Ao Álvaro, por exemplo), impressiona cantando em japonês (em Made In Japan), contemporiza clássicos (como Ando Meio Desligado, dos Mutantes) e agora apresenta Nara Leão à geração Coca-Cola. Tudo isso sem voz de locutor de notas fúnebres e nem coxas à mostra.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Show do Júpiter foi algo de outro planeta!

Passei toda a sexta-feira santa curando a ressac... digo, pensando em uma forma de contar aqui como foi o show do Júpiter Maçã na noite de quinta em Santa Maria. Acontece que foram várias sensações boas e gostaria de expressá-las fielmente em um texto, mas não sei se vou conseguir.

O show não tinha hora marcada. Sendo assim fiquei espremido entre uma gorda e um casal gay por mais de uma hora para garantir o lugar na primeira fila. O palco era baixo, da altura de uma caixa de cerveja, e eu também, sendo assim teria que ficar na frente para enxergar alguma coisa. Depois de muito suar e quase desmaiar, enfim Júpiter chegou. Vestia uma calça preta justa e uma jaqueta de couro, trazia os cabelos loiros, a sobrancelha preta, a cara de chapado e a expressão de bem mais antigo do que as imagens que estamos acostumados a ver.

Entre uma pisada e outra, um beliscão e outro, uma cotovelada e outra, curti muito o show. Faltaram músicas, como a famosa “Marchinha Psicótica de Dr Soup” – mas acho que ele não lembraria a letra, já que é uma música longa – e “Ela sabe o que faz”, só para citar as mais conhecidas.

Não faltaram boas vibrações! Ao ouvir “Um lugar do caralho”, uma amiga, depois outra e depois eu, subimos ao palco. Depois mais algumas dezenas de pessoas. A confusão foi formada. Enquanto nós pulávamos o Júpiter ria. Minha festa em cima do palco acabou quando um dos seguranças, sem demonstrar nenhuma dificuldade, pegou-me pelo cangote e me lançou ao chão. Eu achei o máximo!

Sobre o lugar: Macondo. O ambiente, as pessoas, a decoração e o som condizem com o nome. A cerveja não é tão barata, mas tem “um som legal e gente legal”. Achei o meu “lugar do caralho” pra “mim dançar e me escabelar”.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Eles merecem...

Não apenas pelo som, que desperta aquele sentimento bom de “ah, o bom e velho rock não morreu”, mas há uma banda nascida em Porto Alegre que deve ser respeitada. Imagine cinco caras do interior do Estado que foram morar na capital. Entre um ensaio e outro da banda, tinham que parar por culpa de uma vizinha histérica?

Coitada da dona Vera, enfermeira, moradora do apartamento de cima. Ela trabalhava a noite toda e tentava descansar durante o dia, mas a bandas dos guris não deixava. Dona Vera enlouqueceu e virou a Vera Loca!

A banda Vera Loca, assim como a dona Vera, deve ser admirada. Agora falando do som: “Anos 60”, por exemplo, diz “eu preferia quando os carros tinham placas amarelas/ eu preferia quando não usavam grades nas janelas...”

Mas a Vera Loca não merece reconhecimento apenas pela audácia e criatividade na escolha do nome e pelo som esperançoso. Eles realizam o projeto social “Vera Loca Solidariedade”, quando a banda toca nos intervalos de alguns colégios da capital e os alunos colaboram com um quilo de alimento não perecível.

Fabrício, Diego, Leandro, Mumu e Hernan não buscam apenas o sucesso merecedor, mas procuram fazer o “algo mais” que a grande maioria ignora.

Ah: Dona Vera, a fonte inspiradora do nome, hoje é fã do som da Vera Loca! Veja a felicidade dela nessa foto ao lado do vocalista Fabrício Beck.

segunda-feira, 17 de março de 2008

A sonoridade dos Móveis

Ao ouvir chama a atenção a quantidade de instrumentos de sopro: flauta transversal, saxofone, gaita e trombone; Ao assistir o que empolga é a presença de palco dos integrantes. Todos, a começar por André Gonzáles, o vocalista, se apresentam com alegria contagiante. E isso é unanimidade na imprensa especializada: a alegria dos Móveis!

A banda Móveis Coloniais de Acaju também é unanimidade no meio alternativo. Desde de 1998 o som vibrante e as letras contundentes conquistam o público. A música “Eu.nasci.com.fama”, por exemplo, não usa meias palavras: “O homem nasceu pelado e ateu, levou um tapa na bundinha e um boné recebeu”, diz a letra, referindo-se às imposições ao ser humano desde que nasce. Ou alguém pergunta ao filho se ele quer ser batizado na Igreja Católica ou em alguma Evangélica?

A letra termina criticando a sociedade da mídia: “Então, certo dia, olhei para a lua e vi que ela não mais refletia./ Apenas um slogan ocupava a bela bola com seus simples dizeres: “beba Coca-Cola!”. Mais direto, impossível...
A banda de Brasília conseguiu fazer, de forma bem mais simples e direta, a crítica tentada por Humberto Gessinger em “O papa é pop”. Só que este perde-se na tentativa de ser um Arnaldo Antunes e desvia a atenção da crítica central para outros acontecimentos.

Várias músicas do Móveis estão na internet. Sites como o
www.tramavirtual.com.br disponibilizam algumas para download. Vale a pena conhecer outras, como “Toca Raul” (a banda é fortemente inspirada em Raulzito) e “Copacabana”.

quinta-feira, 13 de março de 2008

É proibido fumar

É interessante, quando entra na roda de debates algum assunto polêmico, observar a reação das pessoas ao emitirem suas opiniões. A maioria quer parecer mais inteligente ou polêmica e para isso apresenta soluções mirabolantes. É o caso das discussões a cerca da proposta do ministro da saúde de acabar com as chamadas “áreas de fumantes” em bares, restaurantes e afins.

As pessoas complicam a coisa. Apresentam argumentos estapafúrdios. Alguém disse que ao se restringir os locais onde é permitido fumar, o fumante vai ser pressionado a largar o vício. Pura bobagem! Ele vai ascender o seu pito em qualquer lugar, seja no banheiro da boate ou na porta do restaurante, depois de abandonar a mesa e deixar a conversa pela metade.

Outros dizem que deveriam proibir a produção de cigarros, já que é comprovado que o tabaco faz mal a saúde. Se o governo brasileiro, por exemplo, tomar essa iniciativa estará cuspindo para cima, já que o cigarro é um dos produtos que têm a mais alta carga tributária do País!

Repito: as pessoas insistem em complicar o que é simples! Nesse caso é apenas uma questão de bom senso por parte de quem fuma. A grande maioria dessas pessoas não ascende o cigarro em local impróprio, pois sabem que estarão sendo impertinentes. Propor a extinção das áreas de fumantes me parece mais uma atitude marqueteira do que de saúde pública.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Rumo a Júpiter

Pra dizer que “a noiva do Arlequim e o malabarista chegaram juntos com fada e o inspetor nazista” só poderia mesmo ser Flávio Basso. Júpiter Maçã, como ele prefere ser chamado, ex-integrante d’Os Cascavelletes, a lendária banda gaúcha formada em 1987, responsável por clássicos como “Morte por tesão” e “O dotadão deve morrer”.

No que poderia chamar de uma “atividade extraclasse”, programamos uma viagem à Santa Maria para assistir um show do dito cujo. Sobre o lugar da apresentação, não conheço, mas, a julgar pelo nome, deve ser um verdadeiro “lugar do caralho”. Chama-se Macondo, a cidade fictícia do escritor Gabriel García Márquez. Com um nome desses só se pode esperar que seja realmente “um lugar legal pra eu dançar e me escabelar”, mas é bem possível que a cerveja não seja barata.

Dia 20, a tal de quinta-feira Santa, é a data marcada. Antes, porém, fui até a turma do primeiro semestre do meu curso para convidar os calouros. A julgar pela cara que fizeram, exceto dois deles, ninguém ali sabe quem é Júpiter Maçã. Aliás, cena comum nos últimos dias: “_Vou ao show do Júpiter Maçã”; O ouvinte: “_De quem?”.

Naquele famoso site de vídeos há um fragmento de uma apresentação dele na MTV. No meio de “Um Lugar do Caralho”, Júpiter coça as partes e lambe a mão. Definitivamente não é um bom exemplo, mas eu não espero isso dos meus cantores favoritos. Só quero ouvir um som legal, que diga alguma coisa interessante e que faça pensar ou apenas curtir.

Vou a Júpiter. Depois eu conto como foi. Se ele lamber a mão depois de colocá-la naquele lugar, eu conto; se der porrada com o microfone na cabeça da moça que canta com ele, contarei também; se não terminar nenhuma música, como é de costume, também vou relatar.

sábado, 8 de março de 2008

O pior texto dos últimos tempos da última semana

[o gênio da última hora é o idiota do ano seguinte]

Todos têm aqueles dias que dá vontade de se desligar do mundo nem que seja por um minuto, não é verdade? Pois neste momento estou experimentando essa experiência (sic). Acabei de chegar do dentista, minha bota está totalmente anestesiada, então resolvi escrever, já que não preciso dela para isso. [...não importa a contradição, importa a televisão dizer que não há nada que você na se acostume...]

Para me desligar do mundo coloquei o fone de ouvido prensado nas orelhas, aumentei o volume no máximo que pude e estou ouvindo algumas coisas. Por isso, enquanto estiver divagando sobre o meu desligamento do mundo não estranhe [Eu chamo a gorda monga e digo uga, uga, uga! Eu chamo a gorda monga e digo go, go, go!] se o texto for interrompido por alguma frase das músicas, ok?

Vamos lá então: tem dias que dá uma raiva de tudo [eu quero levar uma vida moderninha] porque o mundo é um saco! Os carros buzinando, as pessoas gralhando pelas ruas [Eu queria ser teu cavadão pra fica enfiadinho no teu.. entãoo], a mediocridade... tudo isso irrita! [Eu preciso encontrar um lugar legal pra mim dançar...] Deve ser essa a sensação que as mulheres têm quando estão na TPM. Ah, falando nelas, dia oito de março é o Dia Internacional da Mulher. Pois é, inventaram essa data para que as floriculturas tenham um dia de altos lucros, tirando o dia de finados [...um lugar onde as pessoas sejam mesmo a fudê.].

Aliás, como existe dia disso, dia daquilo no Brasil! Vamos a um rápido exercício: pense aí em qualquer profissão... pense... carpinteiro? Pois existe o dia do carpinteiro, pena que a maioria deles não sabe disso [Eu tenho uma barata debaixo da minha cama, eu sei que ela me ama, sei que ela me ama!].

Viu como as frases das músicas estão aparecendo no texto. Aliás, que texto ruim, diga-se de passagem. Onde já se viu um futuro jornalista escrever um texto com colchetes [A técnica do baixo elétrico é diferente da do baixo acústico...]!? Será que o Machado de Assis usava colchetes? [...com muito cuidado te estuprar, por causa da dor!]

Quando voltava do dentista ainda há pouco encontrei um ex-professor de sociologia na rua. Ele é uma pessoa muito legal, só que eu ainda não estou ao nível dele, sendo assim não consigo acompanhar o raciocínio... [Me dê um porco vivo pra eu encher a minha pança...].

Era isso. [...enquanto Freud explica as coisas o diabo fica dando toques!] Valeu aí pela paciência. De vez em quando gosto de escrever coisas nada a ver no Blog. Se quiser textos sérios vai ler jornal, né? [Hey Lampião dá no pé, desapareça, pois eles vão à feira exibir tua cabeça!]

quinta-feira, 6 de março de 2008

Notícia! (4)

E a bruxa anda solta...

Apresentadora Helen Ganzarolli sofre acidente na rodovia Anhangüera

A apresentadora do programa "Fantasia", do SBT, Helen Ganzarolli, 28, sofreu um acidente por volta das 3h desta quinta-feira na altura do km 16 da rodovia Anhangüera, em Osasco (Grande São Paulo). Ela estava sozinha no veículo e havia saído dos estúdios da emissora, também em Osasco.

Segundo a concessionária que administra as rodovias Bandeirantes e Anhangüera, o veículo em que ela estava, uma picape Mitsubishi, capotou. A apresentadora foi socorrida pela ambulância da concessionária e encaminhada com ferimentos leves para o hospital Metropolitano, na Lapa (zona oeste de São Paulo).
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A culpa é do Silvio Santos, que mandou o Fantasia para a madrugada.
Aliás, apresentar o Fantasia parece ser um bom negócio, não é verdade? Picape Mitsubishi... Ohhh fantasia!!!

Notícia! (3)


Como são inocentes os editores da Globo.com...

Notícia! (2)

O blog quejornalismoeesse.blogger.com (muito bom!) mostra em sua mais recente postagem a pérola abaixo, retirada do site Rondôniatual.com.


Como diria Cid Moreira: Isto é fantástico!

Se você é loira, clique aqui!

Notícia!

Carro da apresentadora do "Esporte Espetacular" cai em canal no Rio de Janeiro

A apresentadora do "Esporte Espetacular", a jornalista Cristiane Dias de Oliveira, de 27 anos, sofreu ferimentos leves ao cair com seu carro em um canal no Leblon, Rio de Janeiro (RJ).
De acordo com a Polícia Militar, ao deixar seu namorado em casa, Cristiane manobrou (SIC*)seu carro e foi atingida por um ônibus. O impacto arremeçou o veículo no canal.
Segundo informa a agência de notícias JB, a apresentadora foi medicada no hospital Copa D`Or, em Copacabana e passa bem.
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Sobre a notícia:
Observação número um: Parece que a culpa foi do carro...
Observação número dois: Ainda bem que não era a apresentadora do Auto Esporte, não?
*SIC, sigla usada para Sem Trocadilhos.

sábado, 1 de março de 2008

A dona da voz



“Chamada a cobrar, após o sinal diga seu nome e a cidade de onde está falando.”

De quem é essa voz?

Pois a revista Mundo Estranho desvenda o mistério: Patrícia Godoy, uma ex-apresentadora de telejornal do SBT, hoje locutora de comerciais, é a dona da voz das chamadas a cobrar. Sem dúvida, uma das vozes mais famosas do Brasil.

“Patrícia trabalha como atriz desde os 15 anos, quando começou a fazer comerciais, gravar jingles e dublar vozes. A dona da voz também já fez novelas e apresentou telejornais no SBT. Agora sua principal ocupação é como locutora de comerciais. ‘Meus amigos já até sabem quando um comercial tem a minha voz’, diz.”
Revista Mundo Estranho.

coisas do baú