quinta-feira, 18 de setembro de 2008

O motivo do voto

Em um passado não tão distante muitos suaram, gritaram e exigiram um direito visto como fundamental: a liberdade de escolha. Cansados de chamar um cidadão de presidente por imposição, os brasileiros foram à luta e conquistaram o poder de eleger, de forma verdadeiramente democrática, seus representantes. Passando os olhos pela história política recente do País, percebemos que não foi fácil conquistar esse direito. Se hoje podemos eleger prefeitos, governadores, presidentes é porque alguém lutou para isso.

É uma pena que a árdua luta pelo direito do voto esteja tão esquecida atualmente. Quem já nasceu na democracia, está acostumado a ela. Ou melhor, está acomodado. Tratam-na como mais uma “obrigação boba”, assim como era, na infância, escovar os dentes antes de dormir.

Mas para outros tantos que, um dia, engoliram seus representantes “goela a baixo”, o direito de escolha é formidável. Como esses, todos os eleitores deveriam agir. Votar em candidato palhaço não é protesto, é burrice. Pode ser, também, preguiça.

Particularmente, não gostaria de ser um desses brasileiros que arriscaram a vida para conquistar o direito de votar. Se fosse, estaria decepcionado, assim como um pai trabalhador que se esforçou para comprar o brinquedo que o filho tanto queria e, passado pouco tempo, vê que a criança não liga mais para o presente tão arduamente conquistado. O tal brinquedo virou apenas mais um na prateleira do armário. Serve apenas para encher os olhos dos outros.

A luta era para conquistar um direito, mas acabou trazendo mais uma obrigação. Não é por ser obrigatório, que o voto deve ser desprezado. É dever de todo o cidadão usar o seu “dever” de votar decentemente.

Estamos próximos a mais uma eleição. Prefeitos e vereadores serão eleitos democraticamente em outubro. Humildemente, sugiro pensar bem antes de escolher os candidatos. Para refletir sobre o que realmente significa apertar aquelas teclas no dia cinco, indico a leitura do Hino da Independência do Brasil: Brava gente brasileira/Longe vá, temor servil/Ou ficar a Pátria livre/Ou morrer pelo Brasil.

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8 comentário(s):

Munique Monteiro disse...

Sempre uma crítica inteligente!
Parabéns!

Críticas Criticáveis disse...

Sou totalment contra o voto obrigatorio eh oq falou hj eh mais um dever doq um direito. Voto eh algo mto serio q poucas pessoas tem capacidade d enxergar...a maioria vai pela obrigacao

Niela Bittencourt disse...

É, Lucas Rohãn...Concordo!

Mas o que mais me enoja é ver que há muitos que votam em troca de algum benefício particular... Um bom emprego e etc...
Marionetes, tão somente...

E não precisamos ir muito longe para ver isso...

É, às vezes me pergunto se não são eles que estão certos...

Lucas disse...

Não, Niela.
Nós sabemos que esses não estão certos!

Munique Monteiro disse...
Esta postagem foi removida pelo autor.
Munique Monteiro disse...
Esta postagem foi removida pelo autor.
Munique Monteiro disse...

Antes de existir o politico corrupto, há o eleitor corrupto. Aquele que corrompe o seu voto por cestas básicas, tijolos, telhas... enfim por uma "ajudinha".
Se o povo brasileiro não fosse tão safado, não existiria esse tipo de politico.
Vocês não podem achar que um politico em campanha chega na casa dos eleitores perguntando o que o está faltando. O eleitor que sugere na maioria das vezes o valor do seu voto.
Sempre há dois lados, nesta história só se vê o dos politicos.

Giana disse...

TB penso que o voto é coisa importante... mas ver (ouvir a opinião do povo)me assusta... ontem mesmo sobre o debate dos candidatos a prefitura de Bagé... a maioria não assistiu, quem viu não sabe como comentar ou cria teorias mirabolantes sobre o futuro dos candidatos quando eleitos... ou então estão em dúvida... dá meeeeeeeeeedo!!!

coisas do baú