sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Cabeças duras, por natureza

Quanto temos um convicção, mudar a linha de pensamento é muito difícil. Somos seres humanos e cremos que somos os donos da verdade. Apenas Raul Seixas preferia ser uma metamorfose ambulante e se negava a aceitar aquela velha opinião formada sobre tudo.

A menina Isabella Nardoni morreu no ano passado de forma trágica. Uma queda do sexto andar do prédio onde morava o pai e a madrasta. Sobre o caso, formularam-se duas teses: a menina foi morta pelos pais ou teria sido vítima de uma terceira pessoa. Agora, mais de um ano depois, um desconhecido médico gaúcho, após um ano de amadurecimento, lançou a hipótese de que o caso foi um acidente doméstico. Não entrarei no mérito de explicar os motivos que o levaram a tal conclusão, pois isso demandaria muito tempo.

O médico resolveu escrever um livro para divulgar essa tese, até então nunca cogitada. Fui chamado para ajudá-lo a organizar os escritos. O livro foi publicado há poucas semanas e já causa grande repercussão, a maioria delas, negativa. Influenciadas pela mídia, pelas aparências e pelas suas próprias convicções, as pessoas formaram a opinião dura e irrevogável de que o casal Ana Carolinna e Alexandre são assassinos. Os poucos que não acreditam nisso, defendem que um ladrão teria invadido o apartamento e matado a menina. Ao surgir uma terceira possibilidade, tão diferente do senso comum, essa é renegada como coisa de louco, absurdo e tantos outros adjetivos negativos. Por quê? Arrisco vários palpites, mas o principal deles é de que ninguém quer admitir estar errado. Aquela dona-de-casa que ficou sensibilizada com a morte da pobre menina e passou a odiar imediatamente o casal Nardoni não admite que agora, tudo não passe de um engano.

Debrucei-me sobre a tese do acidente doméstico ao lado do médico Paulo Papandreu e, confesso, preenche todas as lacunas para ser, no mínimo, aceitável. Da mesma forma, pode ser falsa. Ninguém sabe. Ninguém estava naquele apartamento naquele momento. Por esse motivo, creio que ninguém tem o direito de pré-julgar qualquer pessoa ou atitude até que tudo esteja esclarecido.

Ainda hoje, passo noites em claro imaginando a possibilidade de se confirmar que Isabella foi vítima de um acidente. Seria um golpe histórico na prepotência popular, comparável ao caso de Galileu Galilei, supostamente condenado por dizer que a Terra era redonda. Não quero isso, nem aquilo. Como todos, só quero a verdade.


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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Semelhanças

A supremacia da comunicação da Rede Globo há muito tempo é alvo das concorrentes. Diversas formas foram tentadas – sem sucesso – para superar a líder de audiência. Porém, de todas essas tentativas a única que parece estar sendo bem sucedida é a da Rede Record.


A novidade dessa bem sucedida investida contra a Globo? O uso do bom e velho ditado de que “nada se cria, tudo se copia”. Não é novidade nem surpresa que os programas da Record sejam semelhantes aos da Globo: Esporte Espetacular, da Globo, virou Esporte Fantástico e também emprestou parte do nome ao Domingo Espetacular; o cenário do Jornal da Record lembra o cenário do Jornal Nacional. Além desse, também foi criada a Record News, canal de notícias 24 horas semelhante à Globo News.


Agora, a novidade é o recém nascido portal de notícia da Rede Record. Batizado de R7, assim com a Globo já tem o G1. Não bastasse o nome, o layout também é muito similar. Para efeito comparativo, abri os dois portais ao mesmo tempo. Pulando de uma janela para a outra, a semelhança é inegável.


A conclusão sobre tudo isso? A criatividade parece não ser bem aceita pelo público. Fórmulas prontas e desgastadas devem agradar mais.

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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Os táxis e a Copa

Porto Alegre quer ser sede da Copa do Mundo de 2014. Até lá o caminho é longo e muitos problemas precisam e devem ser resolvidos. Por ter passado por situações constrangedoras na última semana, gostaria de apontar mais um para a lista: o atendimento dos táxis da capital. Relato três situações que vivi.

Há alguns dias tomei um táxi na Rodoviária da capital com destino a minha casa, não muito longe dali. Da longa fila de carros, um taxista teve o azar de ser sorteado na minha vez e pegaria uma corrida curta, de cerca de dez reais. No entanto, logo que anunciei meu destino, fui obrigado a ir até em casa ouvindo reclamações sobre o funcionário que determina em qual carro o passageiro vai entrar na saída da Rodoviária. Além de demonstrar-se absolutamente descontente em me transportar em seu “confortável” Fiat Uno, o taxista ainda proferia palavras de baixo calão sobre o colega. Foi uma situação muito desagradável.

Em outra ocasião, o mesmo problema. Ao subir no táxi e anunciar o destino, o motorista não falou nada. Limitou-se a balançar a cabeça em sinal de negativo, retirar com brutalidade um boné que usava e arremessá-lo com força no chão do carro. Mais uma vez fiquei constrangido.

Por último, precisei usar o telefone para chamar um táxi em um determinado local. Desprovido de dinheiro físico, solicitei explicitamente à atendente um carro que aceitasse cartão de crédito. Não só o local onde eu estava foi informado errado, como o veículo que chegou até mim não possuía a máquina para debitar em cartão.

Listo aqui esses três episódios (ocorridos em um curto intervalo de tempo), não com o objetivo de desmerecer o trabalho dos taxistas da capital. Apenas faço questão de apontar erros a serem corrigidos. Os taxistas precisam ser bem informados pelas suas centrais e também precisam ter o mínimo de educação com os passageiros. Atitudes como essas, de alguns estressados, mancham uma categoria inteira.

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terça-feira, 1 de setembro de 2009

Gafes do rádio

Um novo blog, só de gafes.

http://gafesdoradio.blogspot.com

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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Dia Internacional da Igualdade Feminina

E tenho dito!

Contando histórias

Semana passada, fuçando pela internet, descobri que Porto Alegre tinha um único fotógrafo lambe-lambe em atividade. São aquelas que usam aquelas máquinas antigas, iguais a do Seu Madruga, em tripés. Resolvi contar a história desse cara. O resultado foi uma reportagem que, modéstia à parte, achei bem bacana.

Grande foi a minha surpresa ao receber um release da Câmara de Vereadores de Porto Alegre nesta segunda-feira informando que o lambe-lambe foi aposentado pela prefeitura. O vereador Sebastião Melo, quando ocupou a prefeitura, enviou um projeto para a câmara, que o aprovou.


Não fiquei sabendo se a minha matéria teve alguma contribuição nisso. Se teve, fico muito feliz, pois foi pensando nisso que resolvi fazer jornalismo. É dessa forma que quero mexer com a vida das pessoas. Não quero entristecer a população mais ainda com notícias ruins. Se não teve, também fico feliz, pois é a comprovação de que não fui só eu que vi na história do lambe-lambe algo que merece reconhecimento.
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sábado, 15 de agosto de 2009

Assuntos demais

Está praticamente impossível escrever um artigo sobre política, especialmente de duas semanas para cá. Tentei, mas não consegui. Começo na Yeda, termino no Sarney. Debocho do ataque do Collor, escrevo sobre o dedo sujo do Renan e me pergunto sobre os jatinhos do Tasso.

O cenário político brasileiro está uma verdadeira suruba de crises, acusações, denúncias, podridões... Ou seja, impossível escrever sobre um só assunto. Para matar todos os coelhos com uma cajadada só, digo que é triste. Decepcionante, talvez...

Para completar o suruba de assuntos “palpitantes” do momento, agora a Globo e a Record se atracaram de vez. É a briga dos “sem razão”. A Record, pela vergonha de desviar dinheiro dos pobres fiéis para financiar a TV e a Globo pela história “melindrosa” conhecida, desde o namoro com a ditadura até o ódio a Brizola.

Enfim, nossa vida anda muito movimentada nessas últimas semanas. Nessas horas que me pergunto: cadê a Martha pra mandar a galera “relaxar e gozar”?

Na falta dela, um recadinho para todos os citados acima.

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coisas do baú